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Aprendemos em uma das aulas de Estética que Dewey foi um filósofo que estudava as relações entre arte, conhecimento, experiência e estética. Creio que os trechos de um texto, abaixo, possam nos ajudar a compreendê-lo melhor.
Primeiro vamos entender o que ele considerava filosofia:
"A filosofia, para Dewey, é uma atitude que pretende compreender as particularidades do mundo de modo “coerente” e do modo “mais completo possível”, dando unidade a elas, a fim de influenciar o procedimento e a direção da vida. É essa atitude da filosofia em relação à vida que a diferencia da ciência, muito mais preocupada em conhecer objetivamente os fatos particulares. Certamente que as descobertas científicas influenciaram na conduta humana, pois, sugeririam coisas a fazer e meios de execução, mas, quando a ciência deixa de ser um “catálogo de fatos particulares descobertos” e passa a ser uma “atitude geral” para com o mundo e para com a vida, ela torna-se filosofia".
Mas, "em virtude de uma infinitude das experiências e dos limites do conhecimento e do pensamento humanos, Dewey reconhece não ser possível chegar a uma verdade única a respeito do mundo nem a uma razão absoluta nem a um sujeito cognoscente universal capaz de compreender a totalidade das coisas racionalmente e o ser no mundo em todas as suas determinações".
E, finalmente, arte, experiência e estética:
"De fato, quando lemos o artigo "A experiência como arte" de Dewey (1980) é possível notar o sentido artístico que atribui à experiência do agente com o mundo e, consequentemente, o quanto este está a serviço da criação ao invés da mera adaptação. Por intermédio da reconstrução do pensamento reflexivo que ordena racionalmente o significado dessa experiência com o mundo, o agente a compreende no contexto em que se desenvolve. Mas, para tanto, a elaboração desse pensamento depende do empenho não apenas dos hábitos cognitivos e da lógica utilizada enquanto um recurso, como também do comportamento emocional e desejante envolvido nessa mesma experiência e mundo, almejando não apenas a sua socialização do agente, como também uma outra possibilidade ordenação racional, construída e criada hipoteticamente e testada, por ele, no contexto de comunicação em que é gerada. Essa possibilidade de ordenação racional do mundo pelo pensamento possui o sentido de suscitar mudança de valores em relação aqueles estabelecidos nessa comunidade ou de acomodar-se a eles, dependendo da deliberação a ser ponderada e da disposição volitiva do agente. Somente assim, segundo ele, o agente poderia conferir unidade a uma experiência e a experienciar integralmente pelo pensamento, inclusive em suas qualidades estéticas, chegando a uma conclusão plausível num dado contexto e consumando um movimento do pensar sobre o mundo empírico que o afeta e que é afetado por ele".
O texto na íntegra foi retirado do seguinte documento:
http://www.ufpel.tche.br/gt17/T1711trabalho.rtf