SALA 212, Noturno

Blog para discussão sobre aspectos diversos das disciplinas “Semiótica” e “Estética da Comunicação e Cultura de Massa” do Curso de Jornalismo da Faculdade da Cidade do Salvador.

2

de
novembro

Próximos do Fim…

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Olá, a todos…

Estamos encerrando a existência deste blog. Motivos ?

O principal deles é a falta de TESÃO generalizada.

Ah… e tomemos em conta, também, que mesmo tendo tido mais de 6.000 acessos nestes últimos dois meses, não me pareceu que os objetivos deste blog estivessem sendo atingidos (afinal de contas, audiência não é tudo).

Mas é isso ai… até uma próxima experiência…

um abraço,

                       O editor

26

de
outubro

Mais Dewey !!!

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Aprendemos em uma das aulas de Estética que Dewey foi um filósofo que estudava as relações entre arte, conhecimento, experiência e estética. Creio que os trechos de um texto, abaixo, possam nos ajudar a compreendê-lo melhor.

Primeiro vamos entender o que ele considerava filosofia:

"A filosofia, para Dewey, é uma atitude que pretende compreender as particularidades do mundo de modo “coerente” e do modo “mais completo possível”, dando unidade a elas, a fim de influenciar o procedimento e a direção da vida. É essa atitude da filosofia em relação à vida que a diferencia da ciência, muito mais preocupada em conhecer objetivamente os fatos particulares. Certamente que as descobertas científicas influenciaram na conduta humana, pois, sugeririam coisas a fazer e meios de execução, mas, quando a ciência deixa de ser um “catálogo de fatos particulares descobertos” e passa a ser uma “atitude geral” para com o mundo e para com a vida, ela torna-se filosofia".

Mas, "em virtude de uma infinitude das experiências e dos limites do conhecimento e do pensamento humanos, Dewey reconhece não ser possível chegar a uma verdade única a respeito do mundo nem a uma razão absoluta nem a um sujeito cognoscente universal capaz de compreender a totalidade das coisas racionalmente e o ser no mundo em todas as suas determinações".

E, finalmente, arte, experiência e estética:

"De fato, quando lemos o artigo "A experiência como arte" de Dewey (1980) é possível notar o sentido artístico que atribui à experiência do agente com o mundo e, consequentemente, o quanto este está a serviço da criação ao invés da mera adaptação. Por intermédio da reconstrução do pensamento reflexivo que ordena racionalmente o significado dessa experiência com o mundo, o agente a compreende no contexto em que se desenvolve. Mas, para tanto, a elaboração desse pensamento depende do empenho não apenas dos hábitos cognitivos e da lógica utilizada enquanto um recurso, como também do comportamento emocional e desejante envolvido nessa mesma experiência e mundo, almejando não apenas a sua socialização do agente, como também uma outra possibilidade ordenação racional, construída e criada hipoteticamente e testada, por ele, no contexto de comunicação em que é gerada. Essa possibilidade de ordenação racional do mundo pelo pensamento possui o sentido de suscitar mudança de valores em relação aqueles estabelecidos nessa comunidade ou de acomodar-se a eles, dependendo da deliberação a ser ponderada e da disposição volitiva do agente. Somente assim, segundo ele, o agente poderia conferir unidade a uma experiência e a experienciar integralmente pelo pensamento, inclusive em suas qualidades estéticas, chegando a uma conclusão plausível num dado contexto e consumando um movimento do pensar sobre o mundo empírico que o afeta e que é afetado por ele".

O texto na íntegra foi retirado do seguinte documento:

http://www.ufpel.tche.br/gt17/T1711trabalho.rtf

24

de
outubro

Dez dicas para se entender Mulholland Dr.

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O Título acima foi dado pelo próprio David Linch, diretor do filme Cidade dos Sonhos (Mulholland Drive), a um texto especial publicado no jornal The Guardian.

Para ajudar aqueles que vão assistir ao filme, sugerido (?) pelo professor Jorge de Semiótica, transcrevemos aqui as pistas que encontramos no site http://www.screamyell.com.br/cinema/cidadedossonhos.html.

Divirtam-se !!!

"1) No começo do filme, antes dos créditos, duas pistas são reveladas.

2) Fique atento para o que está escrito no luminoso vermelho.

3) Qual o título do filme, para qual o personagem Adam Kesher está realizando teste de elenco? Ele será mencionado mais uma vez durante CIDADE DOS SONHOS?

4) O acidente é um importante acontecimento em CIDADE DOS SONHOS. Onde ele acontece?

5) Quem entrega a chave azul e porque?

6) Fique atento para o roupão, o cinzeiro e a caneca de café.

7) Qual mistério é revelado no palco do "Club Silencio"?

8) Somente o talento de Camilla pode ajudá-la?

9) Fique atento para o objeto que está nas mãos do estranho homem que vive perto da lanchonete "Winkie"!

10) Onde está tia Ruth?"

Ah… já há na sala, correndo solto (e free), um DVD com o filme digitalizado.

22

de
outubro

Avaliação do Onbudsman

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Neste espaço a Professora Márcia Guena apresentará suas observações acerca dos textos apresentados no Blog Notícias da Cidade.

19

de
outubro

Retorno da Estética…

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Estamos de volta, depois de uma semana viajando por São Paulo e Rio de Janeiro.

Hoje coloco uma das questões da prova (argh…) de Estética e a resposta de um dos alunos:

Questão 5 -

Como você descreve a proposta teórica de Luigi Pareyson em relação ao problema da autonomia da arte com os outros campos da vida humana.

Resposta -

Pareyson procura uma via intermediária, tanto a aqueles que acreditam que a arte é submissa às outras atividades humanas, quanto ao paradigma daqueles que acreditam na arte como atividade totalmente independente. Dessa forma a arte seria interdependente ao moralismo, a filosofia, etc.

Assim considero também que Pareyson consegue agradar a gregos e troianos nestes tempos de pouca resistência e crítica aos status quo. As suas perspectivas filosóficas e pouco sociológicas podem assim ser, inclusive, as perspectivas das ideologias dominantes, para as quais o uso da arte e da cultura são imprescindíveis na dominação.

Pronto, é isso ai… espero que outros colegas enviem suas respostas a estas e a outras questões.

11

de
outubro

Viagem à São Paulo…

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Olá, a todos…

O editor deste blog encontra-se na terra da garoa… gravando entrevistas para seu futuro TCC (procurem seus futuros orientadores !!!)

O blog deve sofrer uma interrupção de atualizações entre hoje e o dia 17, a não ser que o mesmo consiga tempo para tal o que parece improvável.

sds,

          o editor 

10

de
outubro

Significar e Comunicar

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Em uma das questões de prova (argh…) o professor de Semiótica pede explicações para a frase "Nem tudo que significa é um processo comunicativo".

Ai vai a resposta de um dos alunos:

"Há no mundo fenômenos significativos e comunicativos. Ambos podem ser verificados a partir de mecanismos de conhecimento, tais como inferência, equivalência e analogia. A partir de determinadas inferências, por exemplo, “há nuvens no céu, então pode chover”, “há um rastro fino no chão, então uma cobra deve ter passado por aqui”, pode-se perceber a existência de fenômenos significativos. No entanto, não são processos comunicativos, pois, por assim dizer, nem as nuvens, nem as cobras tinham a intenção de deixar as informações e os dados necessários à interpretação do ser humano que inferiu.
Portanto o fenômeno significativo só será comunicativo quando houver uma intenção de compartilhar o fenômeno: Se eu dou uma rosa vermelha a uma mulher, é para demonstrar minha paixão por ela; se escrevo um artigo sobre movimento operário, é porque sei que vai ser lido por quem se interessa por aquele tema. Neste último caso, encontra-se uma outra característica do processo comunicativo: O possível intérprete dos signos tem de pelo menos reconhecer o código que é utilizado como matéria prima para a sua compreensão, sob o risco de nada entender, ou de no outro extremo, criar uma superinterpretação equivocada dos signos deixados pelo autor: “Os petroleiros são uma categoria que luta ativamente desde que surgiu, portanto será ela a responsável por uma grande revolução no país”, por exemplo".

Estamos aguardando outras respostas, tanto da prova (argh…) de semiótica, quanto da prova (argh…) de estética.

Afinal de contas é esse um dos objetivos deste blog, ou não ?

8

de
outubro

O Punk já é balzaquiano ????

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No sábado passado o Jornal A Tarde relembrou os punks. Infelizmente, logo na chamada da reportagem, na Primeira Página, afirma-se que o movimento relacionado aos punks partia de princípios hoje obsoletos. Anti-consumismo é obsoleto ? Anti-estatismo é obsoleto ? Ummm… deixa prá lá… Não é isso que nos interessa aqui neste espaço.

O que estamos mesmo interessados, neste momento, é na avaliação de um simples parágrafo de toda a reportagem acerca do movimento punk:

"Niilista por natureza, adotou a anarquia como ideologia, escarneceu o lixo da sociedade e vomitou no pomposo mainstream roqueiro da metade dos anos 70. Graças a ele, a música voltou a ser simples e primária, um exercício despretensioso de jovens querendo pura diversão, ainda que sem muita arte".

E ai ? Concordam com o termo "sem muita arte" utilizado pelo repórter ?

Preconceituoso ? Pejorativo ? Esteticamente correto ? Interpretação equivocada ?

Deixamos a palavra com os navegantes…

Ah… conheci por esses dias o pessoal da Rádio Web da FACED (Faculdade de Educação da UFBA)… abaixo segue o link prá ouvir e participar:

http://www.radio.faced.ufba.br/

7

de
outubro

Educação, sala de aula, provas…

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O Seminário de Pedagogia Libertária foi um sucesso. Mais de 200 pessoas inscritas. E todas as mesas lotadas. No Mini-Curso que participei me admirei com a admiração de alunas da Faculdade de Educação quando souberam que os operários na Primeira República criavam suas próprias escolas e universidades (mas isso são outros quinhentos…).

O que me faz mesmo falar do Seminário aqui hoje é a questão que mais me tocou durante os debates: A Avaliação. E que tem a ver com todos nós.

Durante várias apresentações dos convidados se falou de Francisco Ferrer… fuzilado em 1909… Acusação ? Fomentar as massas (através da educação) em direção à violência que ocorreu na Semana Trágica em Barcelona naquele mesmo ano.

Abaixo coloco um texto de Maurício Tragtemberg sobre os desejos de Ferrer, com relação à Escola… e, provavelmente, um dos motivos de ter sido considerado um dos mentores da revolta popular em Barcelona, além de ser anti-clericalista, um verdadeiro crime naqueles anos na Espanha.

http://www.geocities.com/appl-bahia/Jornalismo/FERRER.pdf

E o pior de tudo é que Ferrer hoje, se ainda vivesse, estaria fazendo as mesmas críticas às nossas velhas Escolas e Salas de Aula… 

5

de
outubro

Arte e Anarquismo

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Professor da disciplina Estética, na UFBA, Ricardo Liper identifica uma ligação entre Arte e Anarquismo, em entrevista durante o Seminário Nacional de Pedagogia Libertária, na Faculdade de Educação (FACED) daquela Universidade.

http://www.youtube.com/v/9Lq-5eX5HPw

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