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Olá, a todos...
O editor deste blog encontra-se na terra da garoa... gravando entrevistas para seu futuro TCC (procurem seus futuros orientadores !!!)
O blog deve sofrer uma interrupção de atualizações entre hoje e o dia 17, a não ser que o mesmo consiga tempo para tal o que parece improvável.
sds,
o editor 
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Em uma das questões de prova (argh...) o professor de Semiótica pede explicações para a frase "Nem tudo que significa é um processo comunicativo".
Ai vai a resposta de um dos alunos:
"Há no mundo fenômenos significativos e comunicativos. Ambos podem ser verificados a partir de mecanismos de conhecimento, tais como inferência, equivalência e analogia. A partir de determinadas inferências, por exemplo, “há nuvens no céu, então pode chover”, “há um rastro fino no chão, então uma cobra deve ter passado por aqui”, pode-se perceber a existência de fenômenos significativos. No entanto, não são processos comunicativos, pois, por assim dizer, nem as nuvens, nem as cobras tinham a intenção de deixar as informações e os dados necessários à interpretação do ser humano que inferiu.
Portanto o fenômeno significativo só será comunicativo quando houver uma intenção de compartilhar o fenômeno: Se eu dou uma rosa vermelha a uma mulher, é para demonstrar minha paixão por ela; se escrevo um artigo sobre movimento operário, é porque sei que vai ser lido por quem se interessa por aquele tema. Neste último caso, encontra-se uma outra característica do processo comunicativo: O possível intérprete dos signos tem de pelo menos reconhecer o código que é utilizado como matéria prima para a sua compreensão, sob o risco de nada entender, ou de no outro extremo, criar uma superinterpretação equivocada dos signos deixados pelo autor: “Os petroleiros são uma categoria que luta ativamente desde que surgiu, portanto será ela a responsável por uma grande revolução no país”, por exemplo".
Estamos aguardando outras respostas, tanto da prova (argh...) de semiótica, quanto da prova (argh...) de estética.
Afinal de contas é esse um dos objetivos deste blog, ou não ?
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No sábado passado o Jornal A Tarde relembrou os punks. Infelizmente, logo na chamada da reportagem, na Primeira Página, afirma-se que o movimento relacionado aos punks partia de princípios hoje obsoletos. Anti-consumismo é obsoleto ? Anti-estatismo é obsoleto ? Ummm... deixa prá lá... Não é isso que nos interessa aqui neste espaço.
O que estamos mesmo interessados, neste momento, é na avaliação de um simples parágrafo de toda a reportagem acerca do movimento punk:
"Niilista por natureza, adotou a anarquia como ideologia, escarneceu o lixo da sociedade e vomitou no pomposo mainstream roqueiro da metade dos anos 70. Graças a ele, a música voltou a ser simples e primária, um exercício despretensioso de jovens querendo pura diversão, ainda que sem muita arte".
E ai ? Concordam com o termo "sem muita arte" utilizado pelo repórter ?
Preconceituoso ? Pejorativo ? Esteticamente correto ? Interpretação equivocada ?
Deixamos a palavra com os navegantes...
Ah... conheci por esses dias o pessoal da Rádio Web da FACED (Faculdade de Educação da UFBA)... abaixo segue o link prá ouvir e participar:
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O Seminário de Pedagogia Libertária foi um sucesso. Mais de 200 pessoas inscritas. E todas as mesas lotadas. No Mini-Curso que participei me admirei com a admiração de alunas da Faculdade de Educação quando souberam que os operários na Primeira República criavam suas próprias escolas e universidades (mas isso são outros quinhentos...).
O que me faz mesmo falar do Seminário aqui hoje é a questão que mais me tocou durante os debates: A Avaliação. E que tem a ver com todos nós.
Durante várias apresentações dos convidados se falou de Francisco Ferrer... fuzilado em 1909... Acusação ? Fomentar as massas (através da educação) em direção à violência que ocorreu na Semana Trágica em Barcelona naquele mesmo ano.
Abaixo coloco um texto de Maurício Tragtemberg sobre os desejos de Ferrer, com relação à Escola... e, provavelmente, um dos motivos de ter sido considerado um dos mentores da revolta popular em Barcelona, além de ser anti-clericalista, um verdadeiro crime naqueles anos na Espanha.
http://www.geocities.com/appl-bahia/Jornalismo/FERRER.pdf
E o pior de tudo é que Ferrer hoje, se ainda vivesse, estaria fazendo as mesmas críticas às nossas velhas Escolas e Salas de Aula...
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Professor da disciplina Estética, na UFBA, Ricardo Liper identifica uma ligação entre Arte e Anarquismo, em entrevista durante o Seminário Nacional de Pedagogia Libertária, na Faculdade de Educação (FACED) daquela Universidade.