| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | ||||||
| 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 | 8 |
| 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 | 15 |
| 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 | 22 |
| 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 | 29 |
| 30 | 31 |
______________________________
Em uma das questões de prova (argh...) o professor de Semiótica pede explicações para a frase "Nem tudo que significa é um processo comunicativo".
Ai vai a resposta de um dos alunos:
"Há no mundo fenômenos significativos e comunicativos. Ambos podem ser verificados a partir de mecanismos de conhecimento, tais como inferência, equivalência e analogia. A partir de determinadas inferências, por exemplo, “há nuvens no céu, então pode chover”, “há um rastro fino no chão, então uma cobra deve ter passado por aqui”, pode-se perceber a existência de fenômenos significativos. No entanto, não são processos comunicativos, pois, por assim dizer, nem as nuvens, nem as cobras tinham a intenção de deixar as informações e os dados necessários à interpretação do ser humano que inferiu.
Portanto o fenômeno significativo só será comunicativo quando houver uma intenção de compartilhar o fenômeno: Se eu dou uma rosa vermelha a uma mulher, é para demonstrar minha paixão por ela; se escrevo um artigo sobre movimento operário, é porque sei que vai ser lido por quem se interessa por aquele tema. Neste último caso, encontra-se uma outra característica do processo comunicativo: O possível intérprete dos signos tem de pelo menos reconhecer o código que é utilizado como matéria prima para a sua compreensão, sob o risco de nada entender, ou de no outro extremo, criar uma superinterpretação equivocada dos signos deixados pelo autor: “Os petroleiros são uma categoria que luta ativamente desde que surgiu, portanto será ela a responsável por uma grande revolução no país”, por exemplo".
Estamos aguardando outras respostas, tanto da prova (argh...) de semiótica, quanto da prova (argh...) de estética.
Afinal de contas é esse um dos objetivos deste blog, ou não ?